A Secretaria de Educação Superior, órgão do Ministério da Educação, publicou no Diário Oficial da União do dia 24 de Novembro de 2009 a portaria nº 1.687, que autoriza o funcionamento desses cursos superiores de graduação.
Os novos cursos terão início já em 2010, com turmas nos períodos da manhã e da noite, sendo 120 vagas para Enfermagem, 120 para licenciatura em Educação Física e 200 para Biomedicina.
As inscrições para o processo seletivo desses 3 cursos já estão abertas e acontecem somente através de prova agendada.
Outras informações podem ser obtidas na secretaria, através do telefone (14) 2109-6200.
Saiba Mais*
Biomedicina
É a área das Ciências Biológicas voltada à pesquisa das doenças humanas, suas causas e dos meios de tratá-las. O biomédico identifica, classifica e estuda os microrganismos causadores de enfermidades e procura medicamentos e vacinas para combatê-las. Faz exames e interpreta os resultados de análises clínicas, para diagnosticar doenças, e bromatológicas, para verificar contaminações em alimentos. Esse profissional trabalha em hospitais, laboratórios e órgãos públicos de saúde, fazendo pesquisas e testes. Atua em parceria com bioquímicos, biólogos, médicos e farmacêuticos.
Analisando o mercado de trabalho, as expectativas são boas nos próximos anos, pois diversas áreas estão em crescimento. Uma delas é a de análise forense, em que o bacharel atua como perito criminal, lidando com alta tecnologia e novas técnicas de exame de tecidos (histologia). Nas capitais e nas grandes cidades surgem vagas em clínicas de reprodução assistida para especialistas em biologia molecular e genética,bioquímica, farmacologia e microbiologia. Onde há concentração de indústrias alimentícias, como Ribeirão Preto e Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, a procura é grande por profissionais da área de biotecnologia, para a análise da qualidade dos alimentos. Cresce ainda a especialização em citologia oncologia – para prevenção do câncer. Nos hospitais, equipamentos específicos de diagnóstico por imagem demandam especialistas. A área de análises ambientais precisa do profissional para os controles físico-químico e microbiológico feitos durante o processo industrial de empresas públicas e privadas. Há oportunidades no ensino superior para quem tem título de mestre ou doutor. Outra porta de entrada para o mercado de trabalho são os institutos de pesquisa, como o Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, e o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, que têm investido em biologia molecular e pesquisas com célula-tronco. Muitos recém-formados conseguem trabalho em empresas e institutos de pesquisa no exterior, como o Center for Disease Control and Prevention (CDC), nos Estados Unidos. Países europeus e o Canadá também absorvem profissionais brasileiros.
O currículo inclui aulas de fisiologia, bioquímica, informática e administração laboratorial, metodologia científica e inglês – essas duas últimas disciplinas são imprescindíveis para a elaboração e interpretação de textos e trabalhos científicos. Quase a metade do currículo é dedicada a práticas de laboratório, em que o aluno aprende a lidar com equipamentos, substâncias e compostos químicos. Desde o início do curso, o estudante deve participar de seminários, feiras e congressos para reciclar seus conhecimentos, pois essa é uma das áreas científicas em que as inovações mais ocorrem. No último ano do curso, é preciso escolher uma área específica para fazer estágio e escrever uma monografia.
Enfermagem
Havia um tempo em que o enfermeiro era aquele agente de saúde que tinha como única função cuidar dos doentes. O mercado evoluiu e hoje pede um profissional mais completo. Ele segue exercendo suas atividades assistenciais, mas teve sua função ampliada para a de um gestor médico-hospitalar. "A carreira ainda se inicia lá na ponta, com o auxílio direto aos pacientes. No entanto, o enfermeiro pode crescer na profissão, ganhar funções ligadas à coordenação de equipes e até mesmo chegar à gerência de unidades administrativas", afirma a enfermeira Audry Elisabethdos Santos, gerente de Enfermagem de Operações do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. Para isso, além de uma boa faculdade, o mercado exige cada vez mais especialização ou MBA na área de saúde. Entretanto, se a área de gestão não o atrai, ele pode se especializar em auditoria, outro setor que vem crescendo bastante e necessitando de profissionais de enfermagem que saibam relacionar custos e benefícios de medicamentos e equipamentos hospitalares. Antes de se decidir pela profissão é preciso terem mente que o trabalho diário é bem puxado.São rotineiros os plantões noturnos e os de fins de semana e feriados. Passar Natal e Ano Novo longe da família é comum. Assim, é preciso ter muita disciplina. "Como a saúde das pessoas está em nossas mãos, nunca podemos chegar atrasados para a troca de turno", diz Audry.Ter atenção diante de cada detalhe é outra característica indispensável para situações como a de seguir fielmente a prescrição de medicamentos feita pelos médicos, relatara situação de cada paciente e detectar o que cada doente sente para acionar o médico em situações de emergência.
Além disso, é essencial que o enfermeiro esteja sempre preparado para lidar com situações inusitadas mesmo aos profissionais mais experientes, como ocorrência de sintomas raros ou de doenças incomuns. O profissional de Enfermagem pode trabalharem todos os setores de um hospital, da UTI à psiquiatria, passando pela maternidade, pediatria e oncologia, sempre de olho na qualidade de vida e na segurança dos pacientes. Entre suas funções também estão a de coletar dados sobre o estado dos doentes e a de ajudar a estabelecer o diagnóstico para auxiliar a equipe médica sobre a conduta a ser seguida em cada caso particular. O enfermeiro é responsável pela higiene, alimentação e orientação ao paciente e ainda pela administração de remédios e pela aplicação de curativos. Pode atuar na saúde coletiva, em campanhas de prevenção de doenças ou realizando trabalhos educativos.
Alguns fatores têm contribuído para a manutenção das ofertas de vagas no mercado de trabalho, como o envelhecimento da população brasileira, que faz aumentar a procura por especialistas em saúde da terceira idade (enfermagem geriátrica), a crescente utilização do sistema home care e a própria abertura de novos hospitais no país – em 2008, foram incluídos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES)143 instituições públicas que fazem internação, como é o caso de clínicas e hospitais. A expansão do Programa Saúde da Família (PSF), do governo federal, também favorece o mercado de trabalho para os enfermeiros, já que cada equipe do programa tem de contar com, no mínimo, um profissional da área. Além disso, surgiram novos campos de atividade nos últimos anos. "Há uma década, era incomum encontrar enfermeiros responsáveis por gestão da qualidade ou atuando como representantes comerciais de produtos e equipamentos de indústrias farmacêuticas e laboratórios", afirma Andréa Gomes da Costa Mohallem, vice-diretora da Faculdade de Enfermagem do Hospital Israelita Albert Einstein,de São Paulo (SP). Segundo ela, também não se viam enfermeiros ocupando cargos de gerentes de novos projetos, tais como abertura de alas hospitalares, implantação de novos protocolos dentro de clínicas e hospitais ou até treinamento de equipes para manuseio de equipamentos. Como o Sul e o Sudeste do Brasil concentram a maior parte dos hospitais, há vagas em instituições filantrópicas e privadas. No entanto, segundo o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, o Norte e Nordeste são as regiões que atualmente oferecem mais colocações.
O curso
As diretrizes estabelecidas pelo MEC em 2002 propuseram que a formação na graduação passasse a ter um caráter mais generalista, voltado para as necessidades de atenção primária, que é o trabalho do enfermeiro em ambulatórios, prontos-socorros e postos de saúde. O início do curso é marcado por disciplinas básicas da área das ciências biológicas, como anatomia, microbiologia, citologia, histologia e parasitologia. Também há matérias de administração e fundamentos de psicologia e de sociologia. Gradativamente, o aluno conhece os procedimentos técnicos e, no segundo ano, começa a atender pacientes e a cuidar de enfermarias. O estágio é obrigatório, sempre supervisionado por enfermeiros e professores. No fim do curso – que dura, em média, quatro anos e meio –, é comum a exigência de um trabalho de conclusão.
O que você pode fazer
Assessoria e consultoria Auditar os procedimentos hospitalares de enfermagem e auxiliar na montagem de unidades de saúde.
Atendimento domiciliar Cuidar de pacientes em sua residência, dando continuidade ao tratamento hospitalar. Auxiliar o paciente em exercícios terapêuticos e cuidar de sua higiene e de seu bem-estar.
Enfermagem geral Comandar equipes de técnicos e auxiliares de enfermagem no atendimento a pacientes.
Enfermagem geriátrica Atender idosos, doentes ou não, em domicílios, casas de repouso, clínicas e hospitais.
Enfermagem médico-cirúrgica Ministrar cuidados pré e pós-operatórios em prontos-socorros, clínicas e hospitais.
Enfermagem obstétrica Dar assistência integral a gestantes, parturientes e lactantes, acompanhando o pré-natal, realizando exames e auxiliando o médico no parto e no pós-parto. Dar orientações sobre planejamento familiar.
Enfermagem pediátrica Acompanhar e avaliar o crescimento e o desenvolvimento da criança. Incentivar o aleitamento materno e orientar os pais quanto às técnicas e aos cuidados com os recém-nascidos.
Enfermagem psiquiátrica Ajudar no tratamento de pacientes com distúrbios psicológicos. Enfermagem de resgate Participar de equipes de salvamento de vítimas de acidentes ou de calamidades públicas.
Enfermagem do trabalho Dar atendimento ambulatorial em empresas e acompanhar programas de prevenção e manutenção da saúde dos funcionários.
Enfermagem de saúde pública Orientar a população sobre a prevenção de doenças e promover a saúde da coletividade. Atender pacientes em hospitais, centros de saúde, creches e escolas. Formar, capacitar e supervisionar os agentes de saúde.
Ensino Orientar projetos de pesquisa e ministrar aulas teóricas e práticas.
Gestão da qualidade Avaliar e planejar os processos assistenciais com o objetivo de aumentar a segurança dos pacientes.
Gestão de projetos Administrar e controlar as atividades destinadas a projetos multidisciplinares, como abertura de uma ala hospitalar ou implementação de um novo protocolo em clínicas ou hospitais.
Pesquisa clínica Planejar, implementar e coordenar projetos de pesquisas clínicas, como o desenvolvimento de drogas e estudos epidemiológicos, em hospitais, institutos de pesquisa e universidades.
*Informações retiradas do portal “Guia do Estudante”